Campinas, o bairro mais antigo que Goiânia, celebra 216 anos de fundação

Setor já foi uma cidade no passado, mas dado o crescimento da capital, acabou se tornando um bairro de Goiânia. Entenda a história.

4 min de leitura

Imagem destacada do post: Campinas, o bairro mais antigo que Goiânia, celebra 216 anos de fundação

Foto: Joabe Mendonça

Muito antes de Goiânia existir, Campinas já era uma cidade consolidada e desempenhava um papel importante no desenvolvimento da região central de Goiás. Nesta quarta-feira (08/07), o tradicional bairro completa 216 anos de fundação, preservando um patrimônio histórico e cultural que o torna um dos locais mais emblemáticos da capital goiana.

Fundada em 1810, com o nome de Arraial de Campinas, a localidade surgiu às margens de importantes rotas de tropeiros e rapidamente se desenvolveu graças ao comércio e à agropecuária. Em 1907, foi elevada à categoria de município, tornando-se oficialmente uma cidade independente.

A história de Campinas mudou completamente na década de 1930, quando o então governador Pedro Ludovico Teixeira escolheu a região para a construção da nova capital de Goiás. Com o avanço das obras de Goiânia, Campinas passou a servir de apoio aos operários, engenheiros e comerciantes que participavam da construção da cidade planejada.

Em 1935, poucos anos após o início das obras da nova capital, o município foi incorporado a Goiânia e deixou de existir como cidade autônoma. Apesar disso, manteve sua identidade, tradições e características próprias, que permanecem vivas até os dias atuais.

Um dos principais símbolos do bairro é a Praça Joaquim Lúcio, considerada o coração de Campinas. O espaço reúne construções históricas, comércio tradicional e a movimentação característica da região. Outro marco importante é a Igreja Matriz de Campinas, dedicada à Nossa Senhora da Conceição, cuja história acompanha o crescimento do antigo município desde o século XIX.

Além da relevância histórica, Campinas continua sendo um dos maiores polos comerciais de Goiânia. A região concentra centenas de lojas de confecções, calçados, móveis, eletrodomésticos e serviços, atraindo consumidores de diversas cidades de Goiás e de estados vizinhos. O tradicional comércio de rua faz do bairro um dos mais movimentados da capital.

Entre as curiosidades está o fato de que muitos moradores mais antigos ainda se referem à região como “a cidade de Campinas”, “a Campininha”, preservando um sentimento de pertencimento que atravessa gerações. Diversas ruas também mantêm construções que remetem às primeiras décadas do século XX, permitindo que parte da história seja preservada em meio ao crescimento urbano.

Outra característica marcante é que Campinas foi o primeiro centro urbano da região onde hoje está Goiânia. Enquanto a nova capital ainda estava sendo construída, era no antigo município que funcionavam hotéis, restaurantes, bancos, cartórios e grande parte dos serviços utilizados pelos trabalhadores envolvidos na obra.

Campinas atualmente

praca a
Foto: Joabe Mendonça

Muita coisa mudou até aqui. A Prefeitura de Goiânia realizou, entre janeiro de 2025 e junho de 2026, um conjunto de intervenções no bairro. Dentre as melhorias, está o anúncio da construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), entrega do novo terminal da Praça A, requalificação de praças, modernização da iluminação pública e ações de ordenamento urbano e assistência social. O objetivo é tornar os espaços públicos mais seguros, acessíveis e atraentes para moradores, comerciantes e frequentadores.

“Trabalhamos desde o início da gestão para que Campinas recupere sua centralidade e seja um ambiente onde comércio, cultura e moradia convivam com qualidade de vida. Temos avançado e já temos resultados concretos em áreas como mobilidade, segurança e obras importantes, como o novo terminal de ônibus já entregue, e a UPA de Campinas lançada nesta semana”, avaliou o prefeito Sandro Mabel.