O lote onde começou o acidente com o Césio-137, em Goiânia, passou a ter o acesso impedido com vasos de plantas na última sexta-feira (10/04), após um vídeo do produtor Michel Medeiros viralizar na internet e revelar o uso irregular do espaço como estacionamento. O terreno fica na Rua 57, no Centro da capital, e é considerado um marco do maior acidente radiológico do Brasil, registrado em 1987.
A repercussão nas redes sociais trouxe à tona críticas sobre a ausência de fiscalização e, principalmente, de sinalização no endereço. Mesmo após a descontaminação e a cobertura com concreto realizadas após a tragédia, o espaço ainda exige restrições de uso. O terreno pertence ao Estado e, por critérios técnicos, deve permanecer isolado devido ao histórico de contaminação.
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Atualmente, a área segue sendo acompanhada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear, responsável por monitoramentos periódicos dos níveis de radiação. Moradores relatam que o bloqueio foi feito com vasos, possivelmente por equipes da Companhia de Urbanização de Goiânia. A Comurg, no entanto, não se pronunciou sobre o fato até o momento.
A falta de placas informativas também gerou questionamentos, já que não há no local qualquer indicação sobre o acidente ou a importância histórica do ponto, reacendendo o debate sobre memória, segurança e conscientização da população. Só agora, com o fenômeno da série da Netflix “Emergência Radioativa”, que retrata o caso, o assunto voltou a chamar atenção.
