A fé parece ser uma casa invisível interna, onde cada indivíduo escolhe a estrutura, a espessura das paredes e o traçado da sua arquitetura, às vezes, essa casa precisa ser testada. Há casas (fé) que parecem feitas para durar para sempre, e outras que visivelmente não foram construídas para suportar uma tempestade.
É assim que os personagens do filme “Fé para o Impossível” enfrentam cada minuto desta história baseada em fatos reais. O longa narra a trajetória da missionária evangélica norte-americana Renne Murdoch, interpretada por Vanessa Giácomo, e relata um acidente ocorrido na Barra da Tijuca, em 2012, quando um morador de rua desferiu vários golpes de madeira contra a cabeça da mulher, que fazia caminhada na orla da praia.
O diagnóstico de traumatismo craniano causa uma reviravolta na família, mas não abala a fé do esposo, o pastor Philip Murdoch, pai de quatro crianças com temperamentos diferentes. Enquanto a medicina aponta um caminho difícil e repleto de complicações para a recuperação da paciente, do outro lado há uma aposta na fé e uma gigantesca corrente de orações, motivada por uma série de vídeos publicados na internet, que trazem esperança de que algo improvável, mas não impossível aconteça.
📺 Nossa opinião
O enredo de superação só faz sentido a partir da ótica da fé, que, ao pé da letra, vem do latim fides, significando fidelidade, confiança e crença em algo ou alguém. A história certamente tocará quem já passou ou conviveu com alguém em situação de hospitalização.
Embora o nome do filme e a própria história real já sugiram o seu desfecho, o ponto central não é o final em si, mas sim a forma como cada personagem enxerga a situação e como se apoiam na fé no momento de maior dificuldade. O discurso de cada filho, os cortes de câmera e a trilha sonora certamente trazem uma carga emocional adicional.
🔎 Onde assistir?
O filme está disponível na Netflix e chegou a ser o terceiro mais assistido da plataforma no Brasil logo após seu lançamento. Voltado para o público cristão, ‘Fé para o Impossível’ é uma aposta ousada do cinema brasileiro. Apesar das explicações médicas um tanto superficiais sobre um tema tão complexo, o longa cumpre seu objetivo de tornar a história real conhecida sob uma perspectiva religiosa.
De certa forma, é um bom filme. Vale a pena reunir a família em frente à TV para assistir ao longa, especialmente após uma leitura crítica dessa emocionante história.
