‘Novo RG’: saiba como fazer para emitir o documento e até quando vale o atual

Em Goiás, a emissão da Carteira de Identidade Nacional é realizada pela Polícia Civil, por meio das unidades de identificação e dos postos do Vapt Vupt.

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Foto: Reprodução

Atualizado em 04/11/2026 às 19:41

A Carteira de Identidade Nacional (CIN), conhecida como ‘Novo RG’, já está disponível para emissão em Goiás e traz mudanças na identificação dos brasileiros. O documento adota o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como número único de identificação, substituindo a possibilidade de uma mesma pessoa ter diferentes números de RG emitidos por estados distintos.

Apesar da implantação do novo modelo, quem ainda utiliza a carteira de identidade antiga não precisa correr para fazer a substituição. O documento no formato anterior continua válido em todo o território nacional até 28 de fevereiro de 2032. A troca pode ser feita a qualquer momento, sem necessidade de esperar o vencimento do modelo antigo.

Além de padronizar a identificação em todo o país, a nova carteira conta com mecanismos de segurança, como QR Code para verificação de autenticidade. A CIN também possui versão digital, disponível no aplicativo Gov.br, após a emissão do documento físico.

Como emitir o novo RG em Goiás?

Em Goiás, a emissão da Carteira de Identidade Nacional é realizada pela Polícia Civil, por meio das unidades de identificação e dos postos do Vapt Vupt. Para solicitar a primeira via ou a segunda via pelo atendimento convencional, o cidadão deve realizar agendamento gratuito pelo aplicativo RG Nacional GO ou pelo Portal Expresso Goiás. Também existem unidades de identificação próprias em alguns municípios, com atendimento conforme a organização de cada prefeitura.

No dia marcado, é necessário apresentar a certidão original de nascimento ou casamento e um comprovante de endereço. Outros documentos podem ser apresentados caso o cidadão queira incluir informações adicionais na identidade, como título de eleitor, carteira de trabalho, CNH, cartão do SUS e tipo sanguíneo, mediante comprovação.

A primeira emissão da CIN em papel é gratuita. Já a segunda via em Goiás custa R$ 42,20.

Quem pode solicitar pela internet sem agendamento?

O Governo de Goiás também oferece uma modalidade simplificada para quem já possui cadastro biométrico e deseja emitir a versão nacional ou solicitar uma segunda via. O serviço pode ser utilizado por pessoas com mais de 16 anos que tenham emitido a última identidade em Goiás nos últimos cinco anos, possuam CPF vinculado ao documento e não tenham alterado informações pessoais, como nome, filiação ou estado civil. Também é necessário não apresentar pendências cadastrais ou ressalvas biométricas.

Nessa modalidade, o pedido é feito pelo aplicativo Expresso ou pelo Portal Expresso. Os dados, a fotografia e as impressões digitais da emissão anterior são reaproveitados, dispensando uma nova coleta.
Após a solicitação, o cidadão recebe um e-mail quando o documento estiver disponível para retirada na unidade escolhida. O prazo médio de emissão é de até 20 dias úteis. Para a segunda via, é gerado um boleto de R$ 42,20, com prazo de sete dias corridos para pagamento.

Qual é a validade do novo RG?

Diferentemente do modelo antigo, a Carteira de Identidade Nacional possui prazo de validade determinado de acordo com a idade do titular:

  • Crianças de 0 a 12 anos incompletos: validade de cinco anos;
  • Pessoas de 12 a 60 anos incompletos: validade de dez anos;
  • Pessoas acima de 60 anos: validade indeterminada.

A versão digital da CIN pode ser acessada pelo aplicativo Gov.br, depois que o cidadão recebe o documento físico e realiza os procedimentos de disponibilização na plataforma. A principal mudança é a adoção do CPF como número único de identificação. Com isso, mesmo que o cidadão mude de estado, continuará utilizando o mesmo número na carteira de identidade.

O documento também incorpora recursos de segurança para dificultar fraudes e facilitar a conferência dos dados. Outro recurso é a zona de leitura automatizada (MRZ), semelhante à utilizada em passaportes, que permite o uso da CIN em viagens para países com os quais o Brasil mantém acordos de circulação, como os integrantes do Mercosul.