A influenciadora digital Virginia Fonseca se pronunciou nesta segunda-feira (1º/06) após ser alvo de ataques e xingamentos durante a partida da Seleção contra o Panamá, disputada no domingo (31/05), no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. A repercussão ganhou ainda mais força nas redes sociais após o jogador Vinícius Júnior publicar uma mensagem pedindo respeito à ex-companheira.
Vídeos que circularam nas redes sociais mostram parte da torcida entoando ofensas contra Virgínia durante o amistoso da Seleção. Diante da repercussão, Vini Jr. utilizou os stories do Instagram para se manifestar publicamente. O atacante destacou que mantém uma relação respeitosa com a influenciadora mesmo após o fim do relacionamento e pediu que os torcedores interrompessem os ataques.
“Ambiente foi mágico hoje no Maraca. Mas queria pedir, com todo o carinho, para não ofenderem a Virgínia. Tivemos uma relação muito bonita e gostaria que a apoiassem, porque entre a gente está tudo bem. O respeito e o carinho seguem”, escreveu o jogador.
Nesta segunda-feira, Virgínia compartilhou a publicação feita por Vini Jr. e agradeceu o apoio recebido. Em uma resposta breve, a influenciadora escreveu apenas “Obrigada”, reforçando a boa relação entre os dois mesmo após o término.
📝 Nota
Após a repercussão do caso, Virgínia repostou em suas redes sociais uma nota assinada por sua empresa. No texto, a influenciadora afirmou que a “violência contra a mulher não começa quando vira manchete, mas quando o desrespeito é normalizado, quando a humilhação se transforma em entretenimento e quando ataques passam a ser tratados como algo aceitável”. Leia a nota abaixo do texto na íntegra.
A nota também destaca que milhões de brasileiras convivem diariamente com diferentes formas de violência e reforça que nenhuma mulher deveria ser transformada em alvo de humilhação pública, ataques coletivos ou violência verbal. Ao final, o comunicado afirma que o respeito deveria ser o ponto de partida das relações e que, enquanto qualquer forma de violência contra mulheres for tratada como algo normal, ainda haverá muito a ser mudado na sociedade.
A violência contra a mulher não começa com uma manchete. Ela começa quando o desrespeito é normalizado, quando a humilhação vira entretenimento e quando ataques são tratados como algo aceitável.
Os dados mostram uma realidade preocupante: milhões de mulheres brasileiras convivem diariamente com diferentes formas de violência. E muitas delas não deixam marcas físicas, mas impactam profundamente a liberdade, a autoestima e o direito de ocupar espaços.
Por isso, essa conversa não é sobre uma única mulher. É sobre todas elas. É sobre uma sociedade que ainda questiona, julga e expõe mulheres com uma intensidade que raramente é aplicada da mesma forma aos homens.
Discordar é um direito. Mas nenhuma mulher deveria ser transformada em alvo de humilhação pública, ataques coletivos ou violência verbal. Respeito não deveria ser uma escolha. Deveria ser o ponto de partida.
Enquanto qualquer forma de violência contra mulheres for tratada como algo normal, ainda teremos muito a mudar.
