Os Brasileiros agora podem acessar um streaming de filmes, documentários e produções audiovisuais brasileiras, totalmente gratuito. Lançado neste sábado (30/05) a plataforma Tela Brasil busca democratizar o acesso da população à cultura brasileira, a partir da ampliação do alcance da produção nacional. Mais de 550 obras disponíveis integram a lista de produções.
O Ministério da Cultura é o coordenador do projeto que foi desenvolvido pela Universidade Federal de Alagoas. O intuito é disponibilizar filmes brasileiros sob demanda com acesso integrado ao site Gov.br.
Durante a cerimônia de lançamento, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pontuou que a plataforma é uma ferramenta de soberania para que os brasileiros se conheçam a si mesmos. “O Tela Brasil vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim?” disse o presidente.
Acervo da nova plataforma
O acervo inaugural une conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), obras guardadas por instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.
O foco é a diversidade, englobando o cinema negro, o cinema indígena, produções dirigidas por mulheres, e temas urgentes como justiça climática e sustentabilidade. A Tela Brasil já chega com acervo que cobre desde clássicos históricos de 1910 até produções contemporâneas, de 2025.
Ao todo, a plataforma inicia com 555 obras audiovisuais brasileiras, divididas em:
267 curtas-metragens;
139 longas-metragens;
85 médias-metragens ou telefilmes;
64 obras seriadas.
Entre elas: A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; Xica da Silva, de Cacá Diegues; Central do Brasil, de Walter Salles; e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles. Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha; Carandiru (2003), de Hector Babenco; e Olga (2004), de Jayme Monjardim, são outras obras de destaque.
O catálogo inicial inclui 19 títulos que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar ao longo da história. Entre as categorias listadas pelo Ministério da Cultura estão obras para a infância, juventude, de artes e de brasilidade.
Na parte de diversidade cultural, entrou a categoria Africanidades, que reúne obras audiovisuais que narram trajetórias, memórias e experiências da população negra no Brasil, entrelaçando ancestralidade e contemporaneidade.
Acessibilidade é outro ponto central do projeto: todos os títulos selecionados via edital público contam com audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Utilização da plataforma
Para começar a navegar, o usuário precisa de uma conta ativa no sistema de login único do governo federal, o Gov.br. A plataforma tem duas formas de navegação. Perfil Cidadão: qualquer pessoa pode acessar de forma individual e gratuita filmes, séries e documentários organizados por gêneros, formatos e categorias, além de criar uma lista de favoritos. Perfil Direcionado: criado especialmente para exibições coletivas e sem fins comerciais em salas de aula, cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas e museus de todo o país.
