Corretora de Caldas Novas que foi morta por síndico tinha bala alojada na cabeça

Apesar do relato, a Polícia Científica informou que os exames ainda não foram concluídos. Cléber está preso.

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Foto: Reprodução

A perícia revelou que Daiane Alves, de 43 anos, corretora na cidade de Caldas Novas, tinha uma bala de arma de fogo alojada na cabeça. Assassino confesso, Cleber Rosa de Oliveira foi preso em casa onde viveu uma vida normal 43 dias após o desaparecimento de Daiane.

“Ele vivia normalmente no condomínio, cortando grama, sabendo que minha filha estava jogada no meio do mato”, disse a mãe da vítima. Um áudio do WhatsApp também revelou a frieza de Cleber no grupo do condomínio. “Isso já está trazendo bastante transtorno para nós. Está bem chato. Eu vou pedir que cessem esses comentários sobre esse assunto no grupo”, disse Cleber.

Cleber levou a polícia até o local onde escondeu o corpo e deu detalhes do que aconteceu no dia do crime. A disputa entre os dois começou em novembro de 2024 quando Daiane passou a administrar os imóveis da família que antes eram administrados por Cleber.

O histórico de brigas está registrado em 12 ações cíveis e criminais. De acordo com a família e amigos ela temia pela vida dela uma vez que os serviços básicos como água e luz tiveram o abastecimento interrompido diversas vezes. Em uma das vezes o apartamento chegou a ficar 45 dias sem energia e só após uma ação judicial, com a visita de um técnico, foi constatado que o cabo de energia dentro de uma caixa de passagem tinha sido rompido.

As diversas ações foram registradas em imagens por Daiane em vídeo. A corretora chegou a ser expulsa do condomínio sob alegações falsas de que ela era usuária de drogas e fumava em áreas comuns do condomínio, que usava som alto e que colocava pessoas a mais nos apartamentos de aluguel.

No dia do crime as últimas imagens são de quando Daiane desce no elevador, vai a até a portaria, não encontra ninguém, retorna ao elevador, e vai para o subsolo. A câmera instalada no subsolo, não está funcionando. Ao chegar no relógio de energia, Daiane se depara com o síndico.

As investigações ainda não revelaram em que parte do trajeto Daiane teria levado o tiro. Não há vestígios de sangue na garagem e no horário do crime as testemunhas afirmam não ter escutado nenhum barulho. O celular da corretora foi encontrado em um cano de esgoto do prédio. Familiares e amigos cobram por justiça.

Maycon Douglas, filho do síndico também foi preso, de acordo com a polícia por ter acobertado o crime e ainda por tentar atrapalhar as investigações criminais. Cleber disse que o filho não sabia de nada.