Goianos aproveitam data para fazer as compras de Natal de forma antecipada

A tradicional corrida por ofertas na última sexta-feira de novembro promete movimentar a economia porque cai no mesmo dia do pagamento do 13º.

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Atualizado em 29/11/2025 às 08:37

A Black Friday em 2026 tem um fator a mais no impulsionamento das vendas: os trabalhadores no regime CLT vão receber o 13° salário no mesmo dia da ação, sexta-feira (28/11). A expectativa é que, com isso, a data se torne ainda mais aquecida, de acordo com a Fecomércio e aumente 10% das vendas em comparação ao ano passado.

Segundo comerciantes da Região da 44 e do Setor Bueno, o fluxo de consumidores já superou o de anos anteriores. A empresária Carla Monteiro, proprietária de uma loja de eletrônicos no Jardim Goiás, relata que a busca por presentes dobrou em relação à Black Friday de 2024. “As pessoas estão mais cautelosas com o orçamento. Muitos clientes dizem que preferiram garantir o presente da família agora, com desconto, do que deixar para dezembro e correr risco de pagar mais caro.”

A #BlackFriday se consolidou como um dos mais importantes eventos de consumo do calendário brasileiro, movimentando bilhões de reais e alterando significativamente o comportamento do consumidor. Do ponto de vista econômico, a data gera um forte impacto no varejo, estimulando a circulação de capital, elevando o faturamento das empresas e impulsionando diversos setores, especialmente o e-commerce, que experimenta picos históricos de vendas.

O administrador de empresas, Flávio Souza, explica que, sob o ponto de vista da administração, a Black Friday exige um rigoroso planejamento operacional, financeiro e logístico. “As empresas precisam alinhar estoques, negociar com fornecedores, reforçar equipes de atendimento e estruturar campanhas transparentes que realmente entregam valor ao cliente. A má condução dessas etapas compromete a reputação de lojistas , algo que o consumidor brasileiro, cada vez mais conectado e exigente, percebe rapidamente.”

Do ponto de vista macroeconômico, a Black Friday também funciona como um termômetro da saúde financeira das famílias brasileiras. “Quando o evento apresenta crescimento expressivo, pode indicar maior confiança do consumidor. Quando desacelera, tende a refletir cautela diante do cenário econômico. Além disso, a data intensifica a competitividade no varejo, pressionando empresas a inovarem em preços, atendimento, logística e pós-venda”, finalizou Flávio.

🤔 O que as pessoas vão comprar?

A tendência de compra deve seguir a dos anos anteriores; eletrônicos, brinquedos, perfumes importados e itens de casa e decoração estão na lista dos itens mais procurados pelo consumidor. Mas um crescimento significativo também foi percebido no setor de roupas infantis e moda masculina, itens tradicionalmente comprados para presentes natalinos.

A geração dos mais jovens movimenta a compra via e-commerce, demonstrando forte influência do cenário digital. Eles comparam preços, analisam avaliações, seguem influenciadores e utilizam ferramentas de monitoramento de ofertas. Esse comportamento reflete uma mudança cultural, o consumidor brasileiro não é mais passivo; ele questiona, pesquisa e cobra autenticidade. Por isso, empresas que adotam práticas enganosas como o famoso “metade do dobro” são penalizadas nas redes sociais e em plataformas de reputação, além de poder sofrer sanções junto aos órgãos de fiscalização.

Para a consumidora Helena Alves, antecipar as compras é uma estratégia financeira.“Eu já sabia o que ia comprar para meus filhos e para os sobrinhos. Com a Black Friday, consegui economizar quase muito. Agora posso aproveitar dezembro sem pressa e sem apertar o orçamento.”