Quatro goianos ligados ao tráfico estão entre os mortos em operação no Rio

Governador alertou ainda sobre 50 foragidos escondidos em favelas do Rio de Janeiro, ligados ao narcotráfico. Informação foi dada em entrevista na TV.

3 min de leitura

Imagem destacada do post: Quatro goianos ligados ao tráfico estão entre os mortos em operação no Rio

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Quatro criminosos goianos morreram durante a megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro, que teve como foco o combate a facções do tráfico de drogas e é considerada a mais letal da história da cidade. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, confirmou as mortes em entrevista exclusiva à TV Anhanguera nesta quarta-feira (29/10) e revelou que quase 50 narcotraficantes de Goiás estão escondidos em comunidades cariocas, de onde dão ordens para crimes cometidos no estado.

Entre os mortos está Éder Alves de Souza, de 37 anos, com passagens por roubo e porte ilegal de arma de fogo. Em 2017, ele participou de um assalto a um hotel em Caldas Novas, levando mais de R$ 10 mil e celulares de funcionários. O veículo e o armamento usados no crime foram encontrados em Goiânia, junto com coletes e um fuzil. A quadrilha de Éder também era investigada por explosões de caixas eletrônicos em cidades do interior goiano. Ele havia sido condenado em junho deste ano por roubo.

Outro morto na ação foi Marcos Vinícius da Silva Lima, conhecido como Rodinha, que tinha uma extensa ficha criminal por adulteração de veículos, receptação, roubo majorado e tráfico de drogas. Em 2019, ele roubou um carro e joias em Aparecida de Goiânia e, em janeiro do ano passado, foi condenado a oito anos e sete meses de prisão.

O terceiro goiano identificado é Adan Pablo Alves de Oliveira, de 28 anos, condenado no mês passado pelo assassinato de um jovem em Trindade em 2022. A investigação revelou que o crime foi motivado por vingança, após a vítima denunciar Adam à polícia por tráfico de drogas. O grupo teria armado uma emboscada para executar o rapaz.

O quarto morto é Rafael Resende Ferreira, de 31 anos, preso em 2017 pelo assassinato do filho de um policial militar, motivado por uma dívida de R$ 400, segundo a Polícia Civil.

Problema nacional

Durante a entrevista, Caiado afirmou que o problema da criminalidade no Rio ultrapassa as fronteiras do estado e afeta diretamente outras regiões do país. Segundo ele, o Rio tem abrigado os principais chefes do Comando Vermelho, que continuam comandando o tráfico em outros estados.

“O Rio de Janeiro não é apenas um problema dos cariocas. É o local que acolhe os comandantes das facções de todo o Brasil, dando a eles liberdade para continuar comandando o tráfico”, destacou o governador.