MP entra na Justiça contra WePink após avalanche de reclamações em Goiás

Agora, Justiça vai analisar o pedido de urgência apresentado pelo Ministério Público (MPGO). Empresa ainda não se manifestou.

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Foto: Divulgação

Atualizado em 15/10/2025 às 09:30

O Ministério Público de Goiás (MPGO) entrou com uma ação na Justiça contra a empresa WePink, marca de cosméticos que tem como sócia a influenciadora Virgínia Fonseca, além de Thiago Stabile e Chaopeng Tan. O órgão acusa a empresa de práticas abusivas contra consumidores e pede que a Justiça conceda uma decisão urgente para obrigar a marca a regularizar as entregas e o atendimento.

Segundo a investigação, a WePink, que vende produtos principalmente por meio de transmissões ao vivo nas redes sociais, acumula mais de 90 mil reclamações no Reclame Aqui apenas em 2024 e outras 340 denúncias no Procon Goiás entre 2024 e 2025. As queixas vão desde falta de entrega e atrasos que chegaram a sete meses, até dificuldades de reembolso e produtos com defeito. [veja post anterior]

Durante uma live, um dos sócios admitiu que a empresa vendeu produtos mesmo sem ter estoque suficiente. “Tivemos um problema de abastecimento porque crescemos muito rápido”, disse Thiago Stabile. A fala reforçou a suspeita de que a WePink continuou anunciando e vendendo produtos mesmo sabendo que não conseguiria entregá-los dentro do prazo prometido de 14 dias úteis.

Na ação, o MP pede que a Justiça determine a suspensão das lives promocionais, a criação de um canal de atendimento com respostas em até 24 horas, a entrega imediata dos pedidos atrasados e a devolução do dinheiro em até sete dias para quem pedir reembolso. Caso as medidas não sejam cumpridas, o órgão solicita multa diária de R$ 1 mil.

Além disso, o Ministério Público pede uma indenização coletiva de R$ 5 milhões ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor e reparação individual para quem comprovar prejuízo. “Milhares de pessoas compraram acreditando na influência e na credibilidade da empresária, mas acabaram enfrentando descaso e falta de respeito no pós-venda”, afirmou o promotor de Justiça Élvio Vicente da Silva.