Caiado viaja para o Rio e oferece apoio das forças de segurança de Goiás

Governador de Goiás voltou a criticar o governo federal, acusando o presidente Lula de omissão no combate ao crime organizado.

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Foto: Secom Goiás

O governador Ronaldo Caiado anunciou que viajará ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30/10), acompanhado de uma comitiva de governadores, para demonstrar apoio ao governo fluminense após a megaoperação policial contra facções criminosas.

A articulação foi feita pelo próprio Caiado durante uma videoconferência realizada na manhã desta quarta-feira (29) com os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Jorginho Mello (SC) e Mauro Mendes (MT).

Na reunião virtual com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, os chefes do Executivo estaduais declararam solidariedade às forças de segurança e à população fluminense. “Estaremos no Rio de Janeiro para prestar solidariedade ao governador Cláudio Castro e apoiar as forças de segurança do estado”, afirmou Caiado.

Segundo ele, outros governadores também estão sendo convidados a integrar a comitiva. Caiado reforçou que o avanço do narcotráfico precisa ser enfrentado de forma conjunta pelos estados. “A ação do CV ultrapassa as fronteiras do Rio e impacta a segurança pública em todo o país. Esse é um problema nacional”, declarou.

Ele também voltou a criticar o governo federal, acusando o presidente Lula de omissão no combate ao crime organizado. “Vivemos um estado de guerra, com a dominação do narcotráfico sobre parte do território nacional e a conivência do governo federal”, disse. Para o governador, os ataques de facções deveriam ser enquadrados como terrorismo no Brasil.

🚨 Forças de segurança

Caiado afirmou ainda que as forças de segurança de Goiás estão à disposição do governo fluminense. “Cláudio Castro terá o que precisar. Estamos prontos para apoiar os policiais que enfrentam na linha de frente esses criminosos”, declarou.

A Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) confirmou que quatro criminosos ligados ao Comando Vermelho, que atuavam em Goiás e eram foragidos da Justiça, foram mortos no Rio de Janeiro durante a megaoperação.