Atualizado em 10/09/2026 às 16:14
Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (10/09) pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) bloqueou R$ 28,1 milhões durante uma investigação contra um grupo suspeito de atuar na movimentação financeira do Comando Vermelho em Goiás e no Rio de Janeiro.
A segunda fase da Operação Cifra Vermelha é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com a Rotam. A Justiça determinou dez mandados de prisão e 11 de busca e apreensão, além do bloqueio de valores e da apreensão de veículos e outros bens de luxo.
🚨 As ordens judiciais são cumpridas em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Palmeiras de Goiás, além de Presidente Olegário, em Minas Gerais.
Segundo as investigações, o esquema utilizava empresas de fachada e pessoas apontadas como “laranjas” para esconder a origem de recursos obtidos com o tráfico de drogas. Contas bancárias abertas em nome de adolescentes também teriam sido usadas para receber e movimentar o dinheiro.
De acordo com o MPGO, traficantes eram orientados por integrantes da organização criminosa a realizar depósitos nessas contas. Nesta nova etapa, os investigadores miram outras pessoas que teriam ligação com as lideranças e participado da ocultação dos recursos.
Na primeira fase da operação, 11 pessoas foram denunciadas por suspeita de integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade documental. Considerando as duas etapas da investigação, os valores bloqueados ultrapassam R$ 56 milhões.
Um casal apontado pelas investigações como liderança do grupo chegou a se esconder em uma comunidade no Rio de Janeiro após a primeira fase e foi preso cerca de três meses depois. Os nomes dos investigados nesta quinta-feira não foram divulgados.
