O candidato à Presidência, Escritor Augusto Cury (Avante), se enrolou ao tentar desenvolver uma crítica ao Bolsa Família durante coletiva de imprensa neste sábado (19/09). Ao argumentar que o programa, sozinho, não garantiria dignidade aos beneficiários, Cury repetiu palavras e teve dificuldade para concluir o raciocínio naquele momento.
Na sequência, o presidenciável explicou que pretende manter o Bolsa Família, mas criar um período de transição para beneficiários que conseguirem emprego com carteira assinada ou abrirem um MEI. Segundo ele, essas pessoas não perderiam imediatamente o auxílio.
A proposta, porém, não é inteiramente nova. As regras atuais já permitem que uma família continue temporariamente no Bolsa Família quando sua renda aumenta, por meio da chamada Regra de Proteção. Ter carteira assinada ou ser MEI também não significa, por si só, exclusão automática do programa.
Cury vem defendendo durante a campanha que o programa seja associado à geração de renda, emprego formal e empreendedorismo. O candidato ainda não detalhou por quanto tempo pretende manter integralmente o benefício após o aumento da renda nem apresentou o impacto fiscal da proposta.
