Os candidatos ao governo de Goiás Daniel Vilela (MDB), Marconi Perillo (PSDB), Wilder Morais (PL) e Luis César Bueno (PT) apresentaram, nesta quarta-feira (02/09), propostas para o desenvolvimento econômico do Estado. A sabatina foi promovida pelo Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE-GO), no Senac Cora Coralina, em Goiânia, e reuniu representantes dos setores de comércio, indústria, serviços, agricultura e pecuária.
Daniel Vilela afirmou que pretende manter o diálogo com o setor produtivo durante a transição da reforma tributária. Segundo o governador e candidato à reeleição, Goiás poderá enfrentar impactos por ser um Estado produtor, enquanto o novo modelo tende a favorecer unidades com maior consumo. “Ao abrir as portas da economia para ouvir o setor produtivo, podemos escalonar ou condicionar a implementação de ações relativas ao nosso Fisco de uma forma mais tranquila e negociada”, declarou. Daniel também propôs o uso de inteligência artificial, sob supervisão de servidores, para agilizar a análise dos pedidos de licenciamento ambiental.
Marconi Perillo defendeu investimentos estaduais na infraestrutura energética e afirmou que, se eleito, pretende aplicar R$ 1 bilhão nos dois primeiros anos de governo na ampliação das linhas de transmissão e das subestações. O tucano também demonstrou preocupação com os efeitos do fim dos incentivos fiscais sobre a atração de empresas. “A minha primeira iniciativa será mobilizar os governadores, criando um fórum dos Estados que vão perder com a reforma tributária, para que juntos possamos mobilizar o Congresso Nacional”, afirmou.
Wilder Morais apresentou como prioridades a ampliação da infraestrutura, da logística e da transmissão de energia elétrica, especialmente no Vale do Araguaia. O senador também defendeu o aumento do quadro técnico da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a modernização dos sistemas e a adoção do licenciamento autodeclaratório para atividades de baixo impacto. “Isso faz com que as empresas de baixo impacto possam ter a licença em um prazo de 48 horas. Precisamos ter mais agilidade nesses processos para que o setor produtivo possa dar andamento em seus negócios”, disse.
Luis César Bueno defendeu a reforma tributária, a industrialização das terras raras em Goiás e o fortalecimento do ensino profissionalizante de acordo com as atividades econômicas de cada município. O petista também propôs a realização de concurso público para ampliar o quadro técnico da Semad e cobrou investimentos da distribuidora de energia elétrica. “Entendemos que o setor produtivo é um pulso que precisa ser movimentado cada vez mais. Isso inclui o avanço da logística no setor energético e a potencialização de dois modais importantes, o agronegócio e a indústria”, pontuou.
Sistema S

O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-GO, Marcelo Baiocchi Carneiro, afirmou que a iniciativa busca aproximar os candidatos das demandas dos empresários. “O Fórum Empresarial expressa seu objetivo de manter um diálogo de alto nível com os candidatos, para que eles possam buscar, no setor produtivo, a interlocução necessária à identificação e realização dos investimentos”, declarou.
Ao final de cada rodada, os candidatos receberam a “Agenda Fórum Empresarial, Governo de Goiás, Eleições 2026”, documento elaborado pelas oito entidades que integram o FEE-GO, com a participação da CDL Goiânia.
