Fogo que destruiu imagem em Nerópolis foi causado por velas, conclui polícia

A perícia descartou qualquer indício de vandalismo ou uso de combustível para provocar o incêndio. Polícia Civil sugeriu o arquivamento do caso.

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Foto: Divulgação/Redes Sociais

A Polícia Civil (PCGO) concluiu as investigações sobre o incêndio que destruiu a imagem de Nossa Senhora Aparecida, um dos principais símbolos de Nerópolis. Inicialmente, a suspeita era de que o incêndio tivesse sido criminoso, mas o inquérito apontou que as chamas começaram após fiéis deixarem velas acesas no local em agradecimento por uma graça alcançada.

Segundo o delegado André Fernandes, responsável pelo caso, a equipe iniciou as investigações ainda no local da ocorrência e conseguiu identificar rapidamente a família envolvida. Ao serem localizados, os fiéis confirmaram que foram até a imagem para agradecer uma bênção recebida, acenderam diversos maços de velas e deixaram o local sem imaginar que o fogo pudesse atingir a estrutura.

De acordo com o delegado, a investigação afastou qualquer hipótese de crime intencional. “Não há questão de intolerância, não há questão de vandalismo. Foi uma questão de fé, de devoção”, afirmou André Fernandes. Ele destacou ainda que a família desconhecia que o material da imagem tinha potencial para se incendiar com facilidade.

A perícia também foi fundamental para esclarecer o caso. Os exames descartaram o uso de combustíveis ou qualquer outro material inflamável para provocar o incêndio, reforçando que as chamas tiveram origem nas velas acesas pelos fiéis. Com mais de 10 metros de altura, o monumento fica na entrada da cidade, às margens da GO-080, e havia gerado comoção entre os moradores.

Como a Polícia Civil concluiu que não houve intenção de destruir o monumento, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público (MPGO) e ao Poder Judiciário com sugestão de arquivamento. Segundo o delegado, “não temos no nosso Código Penal dano doloso, o que ocorreu foi uma conduta culposa”, razão pela qual não há tipificação penal para o caso.