PIB brasileiro cresce 1,1%, no 1º semestre de 2026, diz IBGE

Consumo das famílias impulsiona PIB brasileiro apesar dos juros altos. Agropecuária foi setor que mais contribuiu.

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© CNA/Wenderson Araujo/Trilux

A economia brasileira iniciou 2026 em ritmo de crescimento. Dados divulgados nesta sexta-feira (29/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 1,1% no primeiro trimestre do ano, na comparação com os últimos três meses de 2025.

O resultado ficou acima das projeções do mercado financeiro, que estimava crescimento de 1% para o período. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a atividade econômica brasileira apresentou alta de 1,8%, reforçando o cenário de recuperação gradual da economia nacional.

Entre os setores que mais contribuíram para o desempenho positivo está a agropecuária, impulsionada pelo aumento da produção agrícola e pelo bom desempenho das exportações do setor. A indústria e os serviços também apresentaram crescimento, embora em ritmo mais moderado.

Especialistas apontam que o avanço do PIB demonstra maior aquecimento da economia, mesmo diante de um cenário internacional marcado por instabilidade geopolítica e pressão sobre os preços globais. Durante o primeiro trimestre, os conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocaram tensão no mercado internacional de petróleo, refletindo diretamente na inflação e nos custos dos combustíveis em diversos países, incluindo o Brasil.

O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo, contribuiu para a elevação do preço do barril no mercado internacional. Com isso, o Brasil enfrentou aumento nos custos de produção e pressão inflacionária, especialmente nos setores de transporte e alimentos.

Apesar dos desafios externos, o desempenho da economia brasileira foi sustentado pelo consumo interno, pelo mercado de trabalho aquecido e pelo crescimento das atividades ligadas ao agronegócio. Economistas avaliam que o resultado do primeiro trimestre fortalece as expectativas de expansão econômica ao longo de 2026, embora o comportamento da inflação e da taxa de juros ainda seja acompanhado com cautela.

Fonte: Com informações da Agência Brasil