Atualizado em 26/04/2026 às 12:20
A Justiça Federal em São Paulo (SP) atendeu, na tarde desta quinta-feira (23/04), a uma nova solicitação da Polícia Federal (PF) e determinou a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e de Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, além de outros investigados por suposta participação em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
A medida foi adotada pouco depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus aos envolvidos. Com o andamento das investigações e a análise de novos materiais apreendidos, a Polícia Federal entendeu que havia fundamentos para substituir as prisões temporárias por preventivas.
Inicialmente, os suspeitos haviam sido detidos em caráter temporário, modalidade usada no início das apurações e que possui prazo determinado (5 dias). Já a prisão preventiva não tem duração definida e pode ser decretada quando há indícios de risco à ordem pública, possibilidade de fuga ou de interferência no andamento do processo.
De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de atividades ilegais, como apostas clandestinas, rifas irregulares, tráfico internacional de drogas, utilização de empresas de fachada, uso de “laranjas”, transações com criptomoedas e envio de recursos ao exterior.
Na decisão que concedeu o habeas corpus, o ministro Messod Azulay Neto apontou irregularidade no prazo da prisão temporária, já que o período autorizado havia sido maior do que o solicitado pela própria Polícia Federal. Com a nova decisão judicial, 36 pessoas tiveram a prisão convertida para preventiva, enquanto outras três passaram a cumprir prisão domiciliar. [Veja lista no final do texto]
Mesmo assim, segundo a corporação, a nova medida de prisão preventiva se justifica pela gravidade dos fatos e pelo volume financeiro envolvido, além do risco de continuidade das práticas investigadas e da possibilidade de destruição de provas ou combinação de versões entre os investigados.
👉 Veja lista de prisões temporárias convertidas em prisões preventivas e/ou em prisões domiciliares:
- Rodrigo de Paula Morgado: prisão preventiva. Apontado como contador e operador-chave;
- Ryan Santana dos Santos: prisão preventiva. Conhecido como MC Ryan SP, apontado como líder e beneficiário final;
- Tiago de Oliveira: prisão preventiva. Braço-direito e gestor financeiro de Ryan;
- Alexandre Paula de Sousa Santos: prisão preventiva. Conhecido como “Belga” ou “Xandex”;
- Lucas Felipe Silva Martins: prisão preventiva;
- Sydney Wendemacher Junior: prisão preventiva;
- Arlindma Gomes dos Santos: prisão preventiva. Vulgo “Nene Gomes”;
- Raphael Sousa Oliveira: prisão preventiva. Criador da página “Choquei” e operador de mídia;
- Marlon Brendon Coelho Couto da Silva: prisão preventiva;
- Diogo Santos de Almeida: prisão preventiva;
- Vinicius dos Reis Pitarelli: prisão preventiva;
- Rodrigo Inacio de Lima Oliveira: prisão preventiva;
- Luis Carlos Custodio: prisão preventiva;
- Jose Ricardo dos Santos Junior: prisão preventiva;
- Ellyton Rodrigues Feitosa: prisão preventiva;
- Caroline Alves dos Santos: prisão preventiva;
- Mateus Eduardo Magrini Santana: prisão preventiva;
- Henrique Alexandre Barros Viana: prisão preventiva;
- Mauro Jube de Assunção: prisão preventiva. Contador;
- Chrystian Mateus Dias Ramos: prisão preventiva;
- Luis Henrique Matos Maia: prisão preventiva;
- Orlando Miguel da Silva: prisão preventiva;
- Sun Chunyang: prisão preventiva;
- Xizhangpeng Hao: prisão preventiva. Controlador da empresa Golden Cat;
- Sergio Wegner de Vargas: prisão preventiva;
- Thiago Barros Cabral: prisão preventiva;
- Vitor Ferreira da Cruz Junior: prisão preventiva;
- Yuri Camargo Francisco: prisão preventiva;
- Leticia Feller Pereira: prisão preventiva;
- Alex Lima da Fonseca: prisão preventiva;
- Jiawei Lin: prisão preventiva;
- Thadeu José Chagas Silveira: prisão preventiva;
- Renan Costa da Mota: prisão preventiva;
- Marcus Vinicius Rodrigues de Assis: prisão preventiva;
- Guilherme Ricardo Fuhr: prisão preventiva;
- Jonatas Cleiton de Almeida Santos: prisão preventiva;
- Fernando de Sousa: prisão domiciliar;
- Débora Vitória Paixão Ramos: prisão domiciliar;
- Estefany Pereira da Silva: prisão domiciliar.
