Amado Batista entra na “lista suja” do trabalho escravo; cantor nega

A inclusão ocorre após fiscalizações realizadas em 2024 em propriedades rurais ligadas ao artista, em Goianápolis.

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Foto: Reprodução

Atualizado em 09/04/2026 às 23:50

O cantor Amado Batista teve o nome incluído na chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo Governo Federal nesta segunda-feira (06/04). O cadastro reúne empregadores responsabilizados, após decisão administrativa definitiva, por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o artista foi autuado em duas propriedades rurais localizadas em Goianápolis, com ocorrências registradas em 2024. No Sítio Esperança, foram identificados 10 trabalhadores em situação irregular, enquanto no Sítio Recanto da Mata outros quatro casos foram apontados, totalizando 14 pessoas.

Em nota, a assessoria do cantor afirmou que a informação sobre resgate de trabalhadores é inverídica. A defesa sustenta que os funcionários seguem atuando normalmente e que eventuais irregularidades envolveram a contratação de quatro trabalhadores por uma empresa terceirizada. (Veja nota na íntegra no final do texto).

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Resgate de trabalhadores. – Foto: Ministério do Trabalho e Emprego

Amado Batista está entre os 10 novos nomes de Goiás incluídos na atualização de 2026. Ao todo, 169 empregadores foram adicionados ao cadastro, que agora soma cerca de 613 registros em todo o país. Goiás aparece como o sexto estado com mais inclusões.

A “lista suja” reúne casos ocorridos entre 2020 e 2025, que resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores. Os nomes permanecem no cadastro por até dois anos, podendo haver exclusão antecipada mediante acordo de reparação às vítimas e adesão a programas de apoio.

📝 Nota na íntegra da Assessoria do Cantor:

Primeiramente, a informação veiculada que de houve o “resgate” de 14 trabalhadores na propriedade do Senhor Amado é COMPLETAMENTE FALSA E INVERÍDICA! Não HOUVE RESGATE de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente!

Ocorreu uma fiscalização em uma fazenda “arrendada” pelo senhor amado para o plantio de milho, na qual foram identificadas irregularidades na contratação de 4 colaboradores que eram empregados de uma empresa terceirizada que fora contratada para fazer a abertura da área de plantio.

O Fato ocorreu em 2024, foi assinado um TAC com MPT, na qual todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas.

Outrossim, já estão sendo tomadas todas as providências administrativas para o encerramento de todo e qualquer procedimento de autuação.