Nove meses, 273 dias, cerca de 39 semanas, esse foi o tempo aproximado da meteórica carreira dos Mamonas Assassinas. O período foi curto no calendário, mas suficiente para eternizar Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Júlio Rasec como um dos maiores fenômenos da música brasileira nos anos 1990.
Exatamente 30 anos após o acidente aéreo que interrompeu a trajetória do grupo na Serra da Cantareira, em São Paulo, em 02 de março de 1996, um vídeo produzido por inteligência artificial (IA) voltou a viralizar e emocionar fãs ao recriar como os integrantes estariam atualmente, caso estivessem vivos.
As imagens, que circulam nas redes sociais, apresentam versões envelhecidas dos músicos com traços realistas e características marcantes preservadas. A repercussão reacendeu a memória coletiva em torno da banda e coincidiu com o anúncio de uma nova homenagem oficial, desta vez em forma de memorial permanente.
💿 Memória
Agora, 30 anos após a morte, um memorial será criado em homenagem aos artistas. A iniciativa partiu dos familiares, que chegaram a um acordo para exumar os corpos e transformar parte das cinzas em adubo para o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, cidade natal dos músicos. O memorial completo será instalado atrás dos túmulos onde eles estão enterrados atualmente. As sepulturas originais serão preservadas e continuarão abertas para visitação, atendendo a um pedido frequente de fãs.
O projeto exigiu um processo emocional delicado. Cada família escolheu a espécie que melhor representasse o integrante homenageado. Uma pequena parcela das cinzas foi colocada em urna biodegradável junto à semente da planta. Ao longo dos próximos meses, as árvores devem germinar e, posteriormente, serão realocadas no espaço reservado a cada músico, simbolizando continuidade e presença.
📲 Além do plantio, cada tronco terá identificação individual e um totem com QR Code. Por meio do link digital, admiradores poderão acessar fotos, vídeos e curiosidades sobre a trajetória da banda, criando uma experiência interativa e afetiva.
Após 30 anos, a memória dos Mamonas Assassinas será celebrada por meio de uma homenagem cheia de significado. A iniciativa do BioParque utiliza as cinzas resultantes da cremação para contribuir com o desenvolvimento de uma árvore desde a semente. Cada árvore simboliza continuidade, afeto e presença. Uma homenagem que ressignifica a saudade!
Em publicação nas redes sociais, o perfil oficial do grupo destacou que a homenagem busca ressignificar a saudade e transformar memória em legado vivo. A expectativa do parque é que o espaço esteja disponível para visitação pública já a partir deste mês, oferecendo aos fãs um novo local de encontro com a história dos cinco jovens que saíram de Guarulhos para conquistar o país.
