Para os cristãos, o nascimento de Jesus está retratado na Bíblia, mas neste período de Natal, a criatividade faz com que o nascimento se torne arte. O presépio natalino é uma das cenas cristãs mais emblemáticas e reproduzidas no mundo, assim como a santa ceia e a morte de cristo.
Criado no século XIII por São Francisco de Assis, o presépio surgiu como uma forma simples e visual de transmitir a mensagem cristã à população, em uma época em que a maioria das pessoas não sabia ler.
A iniciativa rapidamente se espalhou pela Europa, sendo adotada por igrejas, mosteiros e, posteriormente, pelas casas das famílias cristãs. Com o tempo, as representações passaram a utilizar imagens esculpidas em madeira, barro e outros materiais, ganhando riqueza artística e simbólica.
Ao longo dos séculos, a tradição foi se adaptando à realidade brasileira. Elementos da fauna, da flora e do cotidiano local passaram a integrar os cenários, resultando em presépios com características regionais. Em algumas regiões, figuras vestidas como sertanejos, pescadores ou trabalhadores rurais dividem espaço com personagens bíblicos, refletindo a diversidade cultural do país.
Atualmente, o presépio está presente tanto em espaços religiosos quanto em praças públicas, museus e residências. Ele virou exposição e até concurso. Em Goiânia, a principal exposição de presépios é a Mostra Internacional de Presépios no Santuário Basílica Sagrada Família, que reúne peças de vários países (mais de 60 em 2025), mostrando diversas culturas e materiais, e fica aberta geralmente de novembro até fevereiro.
Mais do que uma manifestação de fé, tornou-se uma expressão cultural que une arte, história e identidade popular. Assim, a tradição iniciada na Itália medieval encontrou no Brasil um novo significado, preservando sua essência religiosa enquanto incorporava a pluralidade cultural brasileira.
