Caiado reforça candidatura ao Planalto, após escolha de Bolsonaro por Flávio

Convicção mantida, mesmo com nova disputa na direita, Caiado diz que segue no páreo e garante que pretende enfrentar e derrotar o PT em 2026.

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Foto: Alan Santos/PR/2019

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), reiterou nesta sexta-feira (05/12) que seguirá como pré-candidato à Presidência da República apesar da oficialização do nome de Flávio Bolsonaro pelo PL para a eleição de 2026. A manifestação foi publicada em suas redes sociais no início da tarde, logo após o anúncio feito pelo senador, que disse ter sido escolhido pelo pai para liderar o projeto eleitoral do partido.

Caiado declarou que respeita a decisão de Jair Bolsonaro e o direito do ex-presidente de trabalhar pela candidatura do filho, ressaltando que o movimento faz parte do processo democrático. Mesmo assim, reforçou que não pretende abrir mão da própria pré-campanha. Segundo ele, seu objetivo é disputar o comando do país e derrotar o PT nas urnas no próximo ano.

É uma decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, juntamente com sua família, e cabe a todos nós respeitá-la. Ele tem o direito de buscar viabilizar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Da minha parte, sigo pré-candidato a presidente e estou convicto de que no próximo ano vamos tirar o PT do poder e devolver o Brasil aos brasileiros.

Aliados de Caiado reagiram e demonstraram apoio ao governador. “Tamo junto, governador! O Brasil merece viver as mesmas conquistas que Goiás já alcançou”, postou o vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), que é pré-candidato a governador pela base caiadista.  “Tive o prazer de conhecer o Goiás. O nordeste, o Brasil precisam conhecer esse Governo transformador e de sucesso”, declarou um apoiador.

A sinalização ocorre no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro (PL) tornou público que recebeu do pai a missão de representa-lo na corrida presidencial. O gesto, antecipado por análises políticas e confirmado por aliados próximos de Jair Bolsonaro mesmo durante sua permanência na carceragem da Polícia Federal, movimentou a ala da direita e expôs divergências internas. Enquanto apoiadores mais próximos do bolsonarismo comemoraram a escolha, setores ligados ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (PL), demonstraram insatisfação nas redes sociais.

No núcleo familiar de Bolsonaro, porém, a estratégia foi interpretada como uma forma de reorganizar o campo conservador. Para aliados do ex-presidente, Flávio reúne perfil mais moderado, capacidade de articulação e estrutura política consolidada, além do apoio de palanques estaduais como o de Tarcísio e o do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.