Trump “fecha” o espaço aéreo da Venezuela e sobe o tom contra Maduro

Após o comunicado, várias empresas aéreas suspenderam rotas que cruzavam o território venezuelano ou que tinham o país como destino.

3 min de leitura

Imagem destacada do post: Trump “fecha” o espaço aéreo da Venezuela e sobe o tom contra Maduro

Foto: Reprodução q FlightAware mostra espaço aéreo fechado e sem aviões às 15h deste sábado (29/11).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (29/11) que as companhias aéreas devem considerar como ‘fechado’ o espaço aéreo sobre a Venezuela e áreas próximas. A declaração eleva ainda mais o clima de tensão e reforça a expectativa de uma possível ação norte-americana contra o governo de Nicolás Maduro.

captura de tela 2025 11 29 095222

A gestão Trump classifica Maduro como chefe de uma organização narcoterrorista chamada Cartel de los Soles, argumento utilizado para justificar o aumento da presença militar dos EUA na região sul do Caribe. A mensagem foi publicada na rede Truth Social, plataforma da qual Trump é proprietário, e também foi direcionada a pilotos, traficantes de drogas e grupos envolvidos no tráfico de pessoas.

O alerta mais recente amplia uma recomendação feita em 21 de novembro, quando o governo norte-americano pediu que empresas aéreas redobrassem a cautela e evitassem voar sobre o território venezuelano. Na época, o termo espaço aéreo fechado ainda não havia sido mencionado.

A Administração Federal de Aviação dos EUA, a FAA, destacou o agravamento do cenário de segurança, além do crescimento de atividades militares na Venezuela e em áreas próximas. Segundo a agência, essas condições representam risco para aeronaves em qualquer altitude.

Após o comunicado, várias empresas aéreas suspenderam rotas que cruzavam o território venezuelano ou que tinham o país como destino. [veja foto acima] A decisão levou o governo de Nicolás Maduro a revogar a autorização de operação de pelo menos seis companhias, entre elas TAP, Avianca, Turkish Airlines e Gol. O anúncio foi feito na quinta-feira 27 de novembro.

As autoridades venezuelanas acusaram as empresas de apoiar o que chamam de ações de terrorismo de Estado promovidas pelos EUA e exigiram que os voos fossem retomados em até 48 horas.