Dono de empresa é investigado por gravar funcionárias em vestiário

O procedimento segue com análise técnica das imagens, perícia no equipamento apreendido e coleta de novos relatos.

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) abriu investigação e levou à delegacia o proprietário de uma empresa em Bela Vista de Goiás depois de receber denúncia sobre câmeras instaladas em um espaço utilizado por funcionárias para trocar de roupa. O episódio ganhou ampla repercussão nas redes sociais da cidade e levantou suspeitas de violação de privacidade no ambiente de trabalho.

A corporação informou que a denúncia apontava a existência de equipamentos direcionados justamente para o local usado pelas colaboradoras na troca de vestimentas, com possível acesso de terceiros às imagens. Diante das informações, equipes da Delegacia de Bela Vista foram ao endereço para verificar a situação. No local, confirmaram que as câmeras estavam funcionando e voltadas para o espaço mencionado.

O empresário responsável pelo estabelecimento foi então conduzido à unidade policial, onde acabou autuado por registro indevido de imagens. A apuração quer saber o objetivo do sistema de gravação, o período em que os equipamentos permaneciam instalados, quem tinha acesso ao conteúdo captado e se houve repasse das imagens envolvendo funcionárias.

Empresa contesta versão e nega irregularidades

Após a repercussão do caso, a empresa Kero Frango Alimentos divulgou nota pública alegando que as informações apresentadas são “inverídicas”. Segundo o comunicado, o ponto onde a câmera estava instalada não seria um vestiário, mas um guarda-volume destinado ao armazenamento de objetos pessoais. A direção afirmou ainda que algumas colaboradoras teriam sido orientadas por usar o local fora das normas internas.

“A empresa reitera seu compromisso com a transparência, a ética e o respeito à privacidade de todos os seus colaboradores, bem como com a observância da legislação vigente e dos princípios que norteiam suas atividades”, diz o comunicado.

Investigação em andamento

A Polícia Civil ainda não detalhou o número de depoimentos colhidos nem as diligências que serão adotadas nos próximos dias. Também não informou quais tipos penais podem ser aplicados ao proprietário ao final do inquérito. O procedimento segue com análise técnica das imagens, perícia no equipamento apreendido e coleta de novos relatos. A definição sobre eventual responsabilização dependerá da caracterização do ambiente filmado e da finalidade das gravações.