Fundada em 11 de maio de 1922, a cidade de Aparecida de Goiânia completou 103 anos de história, mas começou a se transformar a partir da emancipação política que deu autonomia econômica para que o município crescesse. Isso aconteceu só em 14 de novembro de 1963, que marcam em 2025, 62 anos.
A Lei Estadual nº 4.927, de 14 de novembro de 1963, do estado de Goiás, sancionada pelo governador à época, Mauro Borges encarregou de emancipar o município que até então era vinculado à capital. No mesmo ano, o primeiro prefeito iniciou a instalação das condições básicas para iniciar a independência de Aparecida.
Aparecida por muitos anos foi considerada cidade dormitório, com a maioria das ruas de chão batido. O crescimento rápido da cidade e o aumento expressivo da população também gerou diversos problemas sociais, uma vez que com mais gente, demandava-se mais cuidado.
Mesmo emancipada, Aparecida ainda continuava “dependente” de Goiânia, ao mesmo tempo em que alimentava a capital economicamente. Com um comércio fraco e pouco estruturado, era difícil gerar emprego e renda aos seus munícipes.
A transformação 🏙️
Em 1980 a cidade recebeu o primeiro polo industrial que apontava para o crescimento. Distrito Industrial de Aparecida de Goiânia, foi implantado com o objetivo de atrair empresas, gerar empregos e diversificar a economia local, que até então era predominantemente rural e de pequeno comércio.
Atualmente, a cidade possui 11 polos industriais e empresariais, cinco deles em fase de execução/projeto, com destaque ao Distrito Agroindustrial Norberto Teixeira (Dianot), que está sendo preparado e quase pronto para ser entregue e se tornará o segundo maior de Goiás. Ele foi construído onde funcionava o regime semiaberto do complexo prisional e prevê a geração de 30 mil empregos diretos e indiretos, número maior que a quantidade de habitantes de 198 cidade goianas.
Na saúde Aparecida também virou destaque nacional, principalmente após a pandemia da Covid-19. Com três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), dois Centros de Atenção Integrados à Saúde (CAIS) e 42 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) a saúde deixou de ser remediada e passou a ser referência. A cidade também tem um Hospital Municipal gerenciado pelo hospital israelita – Albert Einstein, além do Centro de Especialidades Municipal, que realiza consultas e pequenas cirurgias. O HMAP foi eleito, recentemente, o 4º melhor hospital público do Brasil.
Aparecida tem instituições de ensino em diversas áreas do conhecimento, desde o ensino infantil ao superior, tanto particular quanto privado. O Instituto Federal de Goiás (IFG) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), têm Campus instalados em Aparecida.
Economia em alta 📈
Aos poucos Aparecida foi se tornando um lugar de aconchego e os olhos da economia vieram parar nela. Hoje a cidade tem grandes Shoppings, condomínios de luxo, empresas internacionais e consegue ter mais habitantes que cinco capitais brasileiras, porém nem por isso, os problemas sociais são sanados. Há desigualdade, carência por recursos básicos e problemas estruturais e culturais que podem ser erradicados para o bem de quem vive nela.
Na política se destaca o trabalho realizado pelo ex-prefeito e ex-governador de Goiás Maguito Vilela, que enxergou a cidade algumas vezes maior do que ela realmente era, e apostou nisso. Atualmente, a cidade é gerida por Leandro Vilela, sobrinho do saudoso ex-prefeito, que deu continuidade ao governo do emedebista. A cidade possui dezenas de obras em andamento, entre elas, instalação de LED em 100% da cidade até o final do ano, construção de eixos viários e reformas e inaugurações de CMEIs, escolas e praças.
