Semad descarta presença de substância cancerígena em córrego de Bela Vista

Órgão ambiental confirmou, no entanto, multa superior a R$ 1 milhão, pela contaminação da água; entenda.

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Foto: Semad

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) esclareceu que não foi identificada presença de substâncias cancerígenas na água do córrego Sussuapara, em Bela Vista de Goiás, diferentemente do que chegou a ser divulgado por outros canais de comunicação. O órgão confirmou, no entanto, que o manancial apresenta contaminação por elementos acima dos limites permitidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e manteve a autuação aplicada à Saneago, com multa superior a R$ 1 milhão.

Em entrevista à Rádio Difusora de Goiânia, o gerente de emergências ambientais da Semad, Sayro Reis, afirmou que o órgão realizou vistoria técnica no local e coletou amostras de água, mas as análises laboratoriais não apontaram presença da substância acrilamida, citada por órgãos não oficiais. “Pelas análises feitas pela Semad, não foi detectado nenhum tipo de material cancerígeno. Essa informação sobre acrilamida não procede. A vistoria mostrou presença de elementos acima do permitido pelo Conama, mas não cancerígenos”, explicou.

A vistoria foi realizada no fim de setembro, após denúncias de moradores que relataram mau cheiro e alteração na coloração da água. As amostras foram coletadas em pontos acima e abaixo da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Bela Vista. Segundo Sayro, a empresa responsável já foi autuada e poderá ter a penalidade ampliada conforme o resultado final dos estudos laboratoriais. “Todos os elementos encontrados são prejudiciais à saúde humana e à fauna aquática, mas a presença de substâncias cancerígenas não foi comprovada”, reforçou.

Mesmo sem a confirmação da acrilamida, o relatório técnico apontou contaminação por agrotóxicos, resíduos químicos e bactérias que indicam poluição fecal. Por isso, a Semad recomendou que a Saneago adote medidas urgentes para eliminar os contaminantes e garantir a segurança da água consumida pela população. Moradores do bairro Lua Nova relataram que, por conta da situação, têm sido obrigados a comprar água potável. A secretaria informou que continuará acompanhando o caso até que o problema seja solucionado e a qualidade da água do córrego Sussuapara volte a atender os padrões exigidos para consumo humano.