Atualizado em 05/11/2025 às 13:57
O governador Ronaldo Caiado participou nesta quinta-feira (30/10), no Rio de Janeiro, de um encontro com governadores de diversos estados para discutir ações conjuntas na área da segurança pública. A reunião ocorreu dois dias após a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, que mirou a facção Comando Vermelho.
Recebido pelo governador fluminense Cláudio Castro, Caiado reforçou a importância da integração entre as forças de segurança e destacou que “segurança pública é governabilidade, é o marco principal de qualquer gestão”. O encontro resultou na criação do “Consórcio da Paz”, iniciativa que pretende unir os estados no compartilhamento de informações e estratégias de combate ao crime organizado.
Também participaram da reunião os governadores Romeu Zema (Minas Gerais), Jorginho Mello (Santa Catarina), Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul), Tarcísio de Freitas (São Paulo, por videoconferência) e a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão.
🚨 Problema do país
Caiado ressaltou que a criminalidade organizada é um problema nacional que exige cooperação entre os estados. Ele criticou a falta de apoio do governo federal e classificou as ações de facções como terrorismo. “O que o Comando Vermelho tem feito não é crime comum, é terrorismo”, afirmou.

O governador também alertou sobre a proposta da PEC da Segurança, que, segundo ele, busca reduzir a autonomia dos estados, concentrando decisões em Brasília. Em sua fala, Caiado apresentou resultados do modelo de gestão em Goiás, que investe em inteligência, capacitação e integração das forças policiais, com redução expressiva dos índices de criminalidade desde 2019.
Segundo o líder goiano, o controle do sistema prisional foi decisivo para o avanço. “Quando assumi o domínio total das penitenciárias, a criminalidade despencou. O presídio deixou de ser escritório do crime”, declarou.
Durante coletiva, o governador Cláudio Castro afirmou que o Consórcio da Paz será um instrumento prático de cooperação entre estados, permitindo troca de experiências, suporte em situações emergenciais e estratégias conjuntas. Para Caiado, a união das forças estaduais representa um passo importante na reconstrução da segurança pública e na resposta ao clamor da população por mais proteção e firmeza no enfrentamento ao crime.