Goiás atravessa um longo período de estiagem que já preocupa autoridades, produtores rurais e a população em geral. No leste e no sul do estado, são 100 dias sem chuvas significativas. No sudoeste, a seca já dura 98 dias, enquanto nas demais regiões a ausência de precipitações se aproxima de 50 dias.
O reflexo é sentido diretamente no clima, com o ar cada vez mais seco e índices de umidade variando entre 12% e 20%, bem abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera ideal níveis acima de 60%.
Além do desconforto para quem vive nas cidades, a estiagem tem provocado queda nos níveis de importantes rios goianos, como o Araguaia, o Meia Ponte e o Vermelho, o que impacta o abastecimento de água, a fauna aquática e o equilíbrio ambiental.
Nesse cenário, especialistas reforçam a necessidade de cuidados redobrados com a saúde e com o meio ambiente: manter a hidratação constante, evitar a exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e, sobretudo, não realizar queimadas, que agravam ainda mais os efeitos da seca e aumentam o risco de incêndios florestais.
Queimadas
As queimadas agravam ainda mais o cenário de estiagem em Goiás. Além de destruírem áreas de vegetação nativa e colocarem em risco a fauna, os focos de incêndio elevam os índices de poluição do ar, dificultando a respiração e aumentando os casos de doenças respiratórias.
O fogo, muitas vezes causado por ação humana, também compromete a qualidade do solo e ameaça propriedades rurais, gerando prejuízos econômicos e ambientais. O governo, em post recente, reforça que, neste período crítico, qualquer descuido pode transformar pequenos focos em grandes incêndios de difícil controle.
