Exportações de carne para os EUA caem 80% e setor brasileiro acende alerta

Com tarifas anunciadas por Donald Trump, Brasil já enfrenta retração nas vendas, frigoríficos reduzem abates e governo busca solução diplomática.

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Desde o anúncio do tarifaço do presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, ao Brasil, que impõe 50% de imposto em determinados produtos que forem vendidos ao país, o preço dos produtos brasileiros têm subido e a procura tem ficado cada vez menor.

A queda na compra de carne bovina brasileira pelos Estados Unidos despencou para 80% desde o mês de abril. Somente no mês de junho aconteceu uma queda de 60% nas exportações. Vale lembrar que os Estados Unidos são o segundo principal destino da carne brasileira, atrás apenas da China, e que o Brasil figura entre os maiores fornecedores da proteína ao mercado norte-americano.

Mesmo sem a tarifação ainda em vigor, o preço da carne brasileira nos Estados Unidos já é mais cara. O reajuste passou de 12%. Enquanto isso, aqui no Brasil, produtores já pararam a produção que seria enviada para fora do país. Somente o estado de Goiás exporta 25% do total que é enviado aos EUA.

Nos bastidores, o governo brasileiro tenta articular uma solução diplomática, mas interlocutores afirmam que a exigência dos EUA não é de ordem econômica e sim política, envolvendo temas delicados da política interna brasileira.

🥩O consumidor brasileiro terá carne mais barata?

Embora esse seja um momento de incerteza, a carne bovina produzida no Brasil precisa ser absorvida em outros mercados, frente a impossibilidade de venda ao país norte americano. De acordo com analistas do agronegócio, o que os abatedouros devem fazer agora é reduzir a quantidade de animais abatidos por dia, de acordo com a demanda, para não promover um derretimento dos preços. Com isso, o consumidor final não deve sentir uma baixa tão significativa no preço da carne bovina nos supermercados brasileiros.