O governador Ronaldo Caiado (União) esteve na manhã desta segunda-feira (09/06) no Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (CORA) para acompanhar a chegada dos primeiros pacientes à unidade.
Nesta fase inicial, 12 crianças foram acolhidas para a realização de exames laboratoriais e início do tratamento oncológico em solo goiano. Algumas delas vinham sendo atendidas no Hospital de Câncer de Barretos e agora passam a receber cuidados mais próximos de casa.
Após percorrer as instalações do hospital ao lado da imprensa, Caiado destacou a estrutura de ponta do CORA, que reúne o que há de mais avançado na medicina para o tratamento contra o câncer. Emocionado, o governador declarou que este foi o dia mais feliz e marcante de sua trajetória.
“Posso afirmar com toda convicção: não há hospital privado no Brasil que ofereça o mesmo nível de atendimento e procedimentos que estamos garantindo aqui para essas crianças. É algo sem precedentes”, afirmou.
Sobre o CORA

O Cora representa uma revolução nacional no tratamento contra o câncer. Com aparelhos modernos e ampla estrutura física, a primeira etapa, que iniciou hoje os atendimentos, teve investimento estadual de R$ 192,7 milhões em obras e R$ 63,2 milhões em equipamentos. O presidente da Fundação Pio XII, responsável pela gestão do hospital, Henrique Prata, anunciou que parte desse recurso irá retornar aos cofres públicos: “Sobrou crédito de receita e estamos devolvendo para o Tesouro do Estado”.
Em fase final de preparação para inauguração da ala pediátrica, o Cora é o primeiro hospital público destinado exclusivamente ao tratamento do câncer no Estado. A unidade foi concebida, construída e equipada com tecnologia de primeiro mundo, tendo como inspiração o Hospital de Amor, de Barretos (SP), e atendendo a padrões internacionais de excelência em medicina oncológica. O custeio mensal da ala que atenderá crianças e adolescentes será de R$ 6 milhões.
Essa primeira fase do hospital contará com 60 leitos, sendo 48 internação e 12 de observação, o que inclui enfermaria e UTIs. A estrutura também dispõe de 115 espaços de cuidado, como: quatro centros cirúrgicos; ambulatórios; radiologia; internação; e pronto-socorro. “Goiás tinha o hábito de inaugurar sem funcionar. Hoje nós estamos aqui recebendo as primeiras 12 crianças. Até amanhã já serão 20, 30, 40 e assim por diante”, mencionou Caiado.
A equipe de 275 profissionais, treinados desde abril com profissionais de Barretos, já está preparada para atuar na unidade. “Chegar aqui e ver tudo plenamente em funcionamento nos deixa impressionados. São coisas que nem mesmo hospitais privados têm, como a ressonância integrada ao centro cirúrgico, a área de transplante com um filtro 300% mais eficiente que o comum, e suítes para os pais integradas aos quartos dos filhos que estão em tratamento”, comentou o vice-governador Daniel Vilela.
Marco na saúde
Com a inauguração oficial da primeira etapa prevista para julho, o Cora se tornará um dos maiores e mais modernos hospitais públicos de tratamento do câncer no Brasil. Com localização estratégica próxima ao Aeroporto Santa Genoveva e à BR-153, em Goiânia, o hospital ocupa uma área de 177.228 m², doada pela União. O perfil é prestar assistência ambulatorial e de internação clínica e cirúrgica de média e alta complexidades em oncologia.
O hospital tem investimento estimado de R$ 724 milhões, divididos em três etapas, incluindo obras e equipamentos. A unidade funcionará 24 horas por dia, 7 dias na semana, sendo que o atendimento ambulatorial ocorrerá das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira.
Quando finalizado, contará com uma estrutura física completa: 148 leitos para pacientes adultos e pediátricos, incluindo UTIs, enfermarias cirúrgicas e clínicas, além de setores de suporte. Também terá alojamento para familiares de pacientes. A unidade terá um custo mensal de R$ 21 milhões, o que representa 60% do custo do Hugol.
