Empresário denuncia plano de saúde por erro médico em cirurgia na coluna

Paciente passou por cirurgia malsucedida e ficou com sequelas. Ele pediu ressarcimento ao plano de saúde, que foi negado.

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Foto: Arquivo Pessoal

O empresário Márcio Lima, de 49 anos, passou por uma cirurgia na coluna em dezembro de 2024, realizada por meio do plano de saúde Hapvida. Desde então, ele sofre com sequelas permanentes e está acamado.

A cirurgia de artrodese na coluna lombar deveria trazer alívio a Márcio, mas, em vez disso, causou-lhe inúmeros transtornos. O empresário relata que foi necessário realizar um novo procedimento e que precisou desembolsar R$ 140 mil para ser operado por outro profissional.

Márcio afirma possuir um laudo médico que comprova que o procedimento realizado na primeira cirurgia foi feito de forma incorreta. Após o surgimento das sequelas, ele solicitou ressarcimento ao plano de saúde.

Acamado, o empresário desenvolveu uma condição conhecida como “pé de bailarina”, decorrente da falha cirúrgica. Ele pretende acionar a Justiça em busca de reparação financeira e moral.

Em nota, a empresa informou que o paciente recebeu a estrutura hospitalar e médica necessária para o melhor tratamento compatível com seu quadro de saúde.

Problemas recorrentes nos planos de saúde

No ano passado, o plano de saúde Hapvida teve as vendas de novos contratos suspensas por sete dias pelo Procon Goiás. As reclamações abrangiam desde dificuldades para agendar consultas e exames até denúncias de maus-tratos, atrasos no atendimento e falta de informações claras sobre os serviços contratados.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), em 2024, aproximadamente 68% dos usuários da Hapvida relataram dificuldades para agendar procedimentos básicos, com esperas que podem ultrapassar 30 dias até mesmo para consultas de rotina. O levantamento reforça a insatisfação generalizada com a qualidade do atendimento prestado.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também registrou um aumento de 15% nas reclamações formais contra a operadora em comparação com o ano anterior. Os dados apontam falhas recorrentes no atendimento ao cliente e na resolutividade das demandas, cujo índice permanece abaixo de 55%, segundo números divulgados pela própria agência reguladora.

Confira a nota da Hapvida na íntegra:

NOTA À IMPRENSA

A empresa reforça seu compromisso em garantir o melhor atendimento aos seus beneficiários, sempre baseada em critérios técnicos e nas melhores práticas assistenciais. Esclarece também que o paciente recebeu estruturas hospitalar e médica para o melhor tratamento que o quadro de saúde exigia.